03 – O príncipe encantado, montado em uma CG

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Naquela mesma noite nos conhecemos. Não no sentido bíblico da coisa, pois nem beijo rolou, mas até as cinco horas da manhã já sabíamos de onde viemos, quantos irmãos, como começamos a trabalhar em bares e de que forma isso nos tornava seres antissociais, mas com algum trocado (e objetivos) na vida.
A inauguração do SPA foi um fiasco, e isso resultou em um evento curto e sem muito esforço… a equipe de bar foi embora em menos de três horas e Claudio permaneceu ali, recolhendo as taças e sorrindo para qualquer coisa que eu falasse.

Não tinha motivo aparente para aquela química toda, mas ela estava ali, bem presente e insistindo para que a noite não acabasse, pelo menos sem um número de telefone ou um “até logo”. Claudio teimou em me dar carona, e eu, mesmo sabendo que daríamos uma volta no quarteirão, aceitei prontamente. Esperava por aquelas cenas de cinema onde ele me jogaria porta adentro e me comeria ali mesmo, sobre o capacho da sala. Isso não aconteceu, não naquele dia.

Ao invés disso ganhei um beijo no canto do rosto e fui obrigado a ver seu celular tocando. Diego gritava de forma persistente, deixando Claudio constrangido e eu com ainda mais tesão.
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02 – Aquele mojito tradicional, cubano

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Ainda restavam inseguranças e dois bares abertos na Roosevelt naquela quarta-feira quente de janeiro. Parecia que todo tesão em propor um ménage havia desaparecido e falar do Ricardo ou de qualquer outra sandice que me passava a cabeça era kamikaze.

De repente me tomei por maluco, tive medo de seguir com a ideia inescrupulosa de abrir meu relacionamento. O mojito subiu e só estava no segundo. Tive a estranha sensação de ter vivido aquele momento ao olhar para as folhas de hortelã inteiras no fundo do copo… que sacrilégio!

Memórias boas me tiraram por alguns segundos do Lekitsch e levaram para 2006. Podia sentir o golpe daquela colher bailarina nas mãos, das vezes que não entregava o mojito perfeito no balcão e Alex me batia como se fosse uma governanta alemã da década de 50.
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01 – Antes de mais nada, o começo de tudo

No Inicio era o Verbo, e depois o homem e então tudo se resumiu a trepar. Basicamente nossos instintos apontam para a cópula em grande parte dos factuais de nossas vidas, e não há nada de errado nisso. Se reparar bem, os grandes acontecimentos da humanidade foram resultantes de um romance ou da falta dele… pode pesquisar!

Tudo bem que não sou um grande conhecedor de História. Embora tenha tirado boas notas no colégio e o professor Paulo (inesquecível) corroborava para isso, não sei o certo quanto dessa afirmação é verídica, mas na minha vida faz todo sentido. Falar de sexo, especialmente depois que descobri o poliamor e suas vertentes e, principalmente, depois que me descobri se tornou papo de boteco.

01 – ANTES DE MAIS NADA, O COMEÇO DE TUDO_01
Papo, inclusive, que preciso rever pois muita gente em volta, cônjuges infiéis e em busca daquela trepadinha rápida e outros casais frígidos e acabrestados, me julgam com os olhos… fodam-se! Por favor, fodam sim!

Dessa forma decidi falar aqui sobre foder. Quero escrever algo sincero, sem muito rodeio e que traga algumas discussões sobre nós, sobre o sexo, comportamentos, afeto, seus tipos e sobre o que queremos ou tentamos querer. No início essa história seria basicamente sobre sexo, mas aos poucos tomou rumos que nem eu consegui controlar.

Quando ainda tinha vinte e nove anos (calma, isso foi há pouco tempo, juro) decidi que precisava conversar com as pessoas de uma forma diferente. Queria ajudar desconhecidos a desbravarem seus íntimos e entenderem porque somos condicionados a tanta babaquice sem nem sabermos o motivo. Será que consigo?

Enfim, sem pretensiosismo… ok, um pouco é sempre bom… esse é o primeiro capítulo da minha história, que começa quando me dei conta que um era bom, dois fundamental, mas três poderia render um conto cheio de aventuras e com muita coisa para se pensar.
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