Retrospectiva LGBT: os 10 momentos gays mais incríveis de 2016

Olar… Feliz 2017!

Como passaram de Ano Novo? Alguns ainda revivendo as dores (e delícias) daquele sol da tarde na praia (arrasa no Caladril, gatah), outros já no ritmo de trabalho de olho no fim da crise (socorro!) e prontos para o novo ano que promete uma retomada em boas notícias. Bem, não sejamos tão mal agradecidos, afinal 2016 trouxe para nós momentos memoráveis que gostaria de lembrar com vocês… bora lá?

Confira nossa retrospectiva LGBT: os 10 momentos gays mais incríveis de 2016

10 – Ellen DeGeneres recebe a Medalha da Liberdade de Barack Obama

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Ellen é daquelas artistas que todo mundo adora. Pois é, mas nem sempre foi assim.
DeGeneres assumiu lésbica há exatos 20 anos e depois disso foi boicotada, algumas vezes cerceada e só hoje, duas décadas depois, é ovacionada e querida como uma das principais apresentadoras do mundo.
Em 2016 a showgirl (e dubladora da Dory) atingiu, como ela mesma disse, “o maior momento de sua vida”, sendo homenageada pelo próprio presidente Barack Obama com a Medalha da Liberdade. Essa medalha é a maior honra que um civil (pessoa comum, rs) pode receber lá nos Estados Unidos. Além dela, Tom Hanks, Robert Redford, Robert de Niro, Bruce Springsteen e o ex-jogador de basquete Michael Jordan receberam a relíquia, ao lado de Diana Ross e os (hoje) filantropos Bill e Melinda Gates. <3

 

9 – Seria Elsa a primeira princesa lésbica da Disney?

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É o que a galera esperou em 2016, criando a hashtag #GiveElsaAGirlfriend. Enquanto alguns levaram com bom humor e compartilharam, apoiando a ideia, a tradicional família global (sim, existem babacas, intolerantes e homofóbicos em todo mundo, galere) surtou com essa e outra “novidade” nas animações do cinema, como foi o caso do “possível” casal gay em Procurando Dory.
Ah, sobre a Elsa e a possibilidade dela gostar de garotas, até Idina Menzel, a atriz que dublou a princesa, botou fé e prometeu pedir a Disney que considerasse.

 

8 – Armário, futebol e a discussão sobre homossexualidade e o esporte

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Não é novidade, mas sempre é uma boa discussão. Em 2016 tivemos a FIFA aplicando multa contra piadinhas e torcidas organizadas que promoverem gritos de guerra homofóbicos ou qualquer tipo de discriminação, deixando o Fair Play ainda mais comunitário.
O ano também trouxe à tona a história do preconceito na profissão esportiva. Sim, Jesús Tomillero foi obrigado a se aposentar pela pressão nos campos espanhóis… mas é de lá, dos gramados europeus, que um ícone do futebol mundial (e pela terceira vez o melhor do mundo) deu um bom exemplo, Cristiano Ronaldo. Além de lindo e simpático, Cristiano, que é constantemente chamado de gay por simplesmente ser limpo e educado vaidoso respondeu à altura em uma das últimas partidas pela Euro: “bicha sim, mas cheio de dinheiro”.
Se é verdade alguém me avise que pego um táxi pra Portugal A-GO-RA <3 . #LeonaFeelings

 

7 – Lilly Wachowski se declara transexual e reacende discussão em Hollywood

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A trilogia Matrix definitivamente mudou nossa forma de enxergar Hollywood e o universo cinematográfico. Uma obra prima dos irmãos Wachowski, que também assinam Sense8. Em 2008, Lana, a irmã mais nova da dupla, anunciou sua transexualidade e no começo de 2016 foi a vez de (agora), Lilly.
Por isso alguns filmes e séries da dupla estão creditados de modos diferentes: brothers (irmãos), siblings (palavra em inglês para irmãos, mas sem denominar gênero, por exemplo, quando há um homem e uma mulher) ou sisters (irmãs)… interessante, não?
Sense8, a série do Netflix, obviamente, também arrasa quando o assunto é comunidade LGBTS e tem conquistado os corações de todos, gays ou não, ao redor do mundo. Viva a liberdade!

 

6 – Alguns famosas e famosos que saíram do armário em 2016

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O peso do anonimato ficou puxado para alguns famosos que saíram do armário em 2016. Sendo assim decidimos trazer uma pequena listinha do pessoal que orgulhosamente agora não precisa mais fugir da tia-avó na noite de Natal quando perguntam “E as namoradinhas?” (namoradinhos para elas, rs)… Confira a lista dos famosos que saíram do armário em 2016:
Fernanda Gentil, agora apresentadora da programação de esportes da Globo, está linda e feliz ao lado da mulher e também jornalista, Priscila Montandon
– Os mais belo par de olhos azuis da imprensa internacional, Anderson Cooper (da CNN) que assumiu ser homossexual em um blog… eba!
– A atriz Raven-Symonè, estrela do seriado americano “As Visões de Raven”, assumiu lésbica no Twitter… que “Mudança de Hábito” heim, gata!?
Brian Anderson, um dos mais importantes skatistas profissionais do mundo, assumiu sua homossexualidade aos 40 anos
– A cantora do Fifth Harmony Lauren Jauregui assumiu sua bissexualidade em carta aberta aos eleitores de Donald Trump e arrasou no textão contra o presidente mais homofóbico e xenófobo do mundo
– O ator Colton Haynes, das séries “Arrow” e “Teen Wolf”, respondeu a um comentário na web sobre seu “passado gay” com uma pergunta: “isso era segredo?”
– Esse ano também rolou uma “descoberta” da imprensa com o irmão de Luciano Huck, o lindo Fernando Grostein. Assim como os demais, Fer (sim, temos intimidade) afirmou que nunca precisou se esconder e que isso não é novidade #KINHANDO (me shippo mesmo!)
– E atriz Mara Wilson, intérprete da nossa querida Matilda, assumiu ser bissexual em sua conta no Twitter.

 

5 – RuPaul ganha seu primeiro Emmy e é ovacionado mundialmente

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Shantay, you stay! RuPaul finalmente ganhou o destaque que merece em seu 1º Emmy Award da carreira por “RuPaul’s Drag Race”. O depoimento emocionado do apresentador correu o mundo e movimentou a internet, “Eu aceito esse prêmio em nome das 100 garotas talentosas que passaram pelo reality. Esse prêmio é para as histórias únicas de sobrevivência que ouvimos dessas 100 rainhas.”
Ah, falando do universo RuPaul, em 2016 Alaska (finalmente) foi coroada. Há quem diga, eu por exemplo, que a Katya deveria ter ganho, mas enfim… ;P

 

 

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4 – Atores de Sense8 na Parada LGBT de São Paulo

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Foi lindo, foi maravilhoso! O Netflix novamente nos brindou com mais celebs de suas séries em nossa casa, na Parada Gay de São Paulo.
Jami Clauton, Alfonso Herrera, Brian J Smith, Max Riemelt, Freema Agyeman, Miguel Ángel Silvestre, Doona Bae e a diretora Lana Wachowsky subiram em trio elétrico do evento e foram só sorrisos e acenos para o público. Para a alegria de todos, os atores Miguel e Alfonso protagonizaram um beijão, para compor cena do casal gay Lito e Hernando na trama.
Ah, também vale lembrar que a cidade de São Paulo se tornou, no mês de dezembro, a primeira da América do Sul a receber o Selo Arco Íris de cidade amigável da Rainbow Cities Network. Isso ocorreu após as medidas de inclusão e tolerância do ex prefeito, Fernando <3 Haddad.

 

3 – Super heróis gays e personagens que representam, literalmente

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O que Sulu, da franquia Star Trek, Deadpool e Mulher Maravilha têm em comum?
Eles são personagens assumidamente gay e bissexuais que não só levantam a bandeira como também enfrentam o preconceito e os tabus da indústria do cinema nos Estados Unidos.
O ator John Cho, que nos novos filmes Star Trek faz o papel de Sulu, se disse “orgulhoso em interpretar um personagem assumidamente gay, casado e feliz”. Foi uma bela homenagem a George Takei, ator gay assumido que interpretou Sulu na série original, na década de 60.
Infelizmente o beijo (que foi gravado) não rolou, mas é um pequeno grande passo para o mainstream cinematográfico.

Enquanto isso, no universo DC, o roteirista dos quadrinhos da nova “Mulher-Maravilha” revelou que a personagem é gay.
Em entrevista ao site especializado “Comicosity”, Greg Rucka disse que, como a Mulher-Maravilha vem de uma nação fictícia só de mulheres, a ilha de Themyscira, ela “já se apaixonou e teve relacionamentos com outras mulheres, isso é bem óbvio.. por lá as pessoas prezam a felicidade e não existem esses rótulos”, finaliza.

Deadpool, por sua vez, o mais novo queridinho da Marvel, pode ser gay e o que quiser, garante o elenco. Os fãs dos quadrinhos podem confirmar: Deadpool sempre foi um personagem aberto a experiências amorosas envolvendo homens e mulheres, sem complexos. Nas histórias originais, ele flertou com Wolverine, Cable, Thor e principalmente com o Homem-Aranha.
Agora a sexualidade do super-herói pode ser explorada no cinema, de acordo com o ator e produtor Ryan Reynolds: “O amor para Deadpool pode não ser a mesma coisa que o amor para Batman ou outra pessoa. Ele pode ir além. Ele é diferente em todos os caminhos, formas e maneiras”.

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E isso foi trazido para o Globo de Ouro em forma de um delicioso protesto… Ryan Reynolds e Andrew Garfield, o ex Homem-Aranha, deram um beijinho durante o evento.

 

2 – Comunidade gay nas Olimpíadas: mais visibilidade e transparência

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As Olimpíadas de 2016, na linda Rio de Janeiro, não foi tão ruim, não é mesmo?
Não se observarmos sob o ângulo LGBT. Claro, tiveram alguns babacas expondo atletas (inclusive os que, por lei, não podem se assumirem gays com risco até de pena de morte), mas em sua maioria, os jogos bateram recorde ao reunirem 42 atletas LGBT… sim, os assumidos, provavelmente somando os não-assumidos esse número triplica, acreditem. Até aplicativos, como Hornet, ao lado do Ministério da Saúde fizeram ações para que o pessoal se prevenisse, e, pasmem… 450 MIL CAMISINHAS! #QueriaEstarLá
Nessa edição dos Jogos contou com um casal lésbico que joga no mesmo time de hóquei, o primeiro atleta olímpico trans dos EUA, um pedido de casamento de uma mulher à namorada, atleta do rugby e muito mais. Ah, e o pessoal no Tinder… passamos vontade, né não!?
Ah, muitos atletas brasileiros gays também arrasaram, trouxeram o ouro e muito orgulho para o Brasil!

 

1 – O mundo todo unido em homenagem às vítimas de Orlando

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Em primeiro lugar, claro, não poderíamos deixar de lembrar do massacre na boate Pulse, nos Estados Unidos. O pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos, deixando 50 mortos, também foi o que trouxe mais reflexões para o mundo sobre intolerância, homofobia e o terror que milhões de LGBTs vivem diariamente ao redor do mundo.
“Um exemplo de amor e compaixão que não gostaríamos de viver nunca mais”, anunciou o presidente Barack Obama em carta aberta. Artistas também se uniram e fizeram uma belíssima homenagem, emocionados e com a profundidade que o assunto merece.
O atirador, Omar Saddiqui Mateen, morreu durante a troca de tiros com a polícia e já era um velho conhecido na boate por flertar com outros homens e possuir “temperamento instável e desequilibrado”.

E você, o que se lembra de 2016 que deveria entrar para essa lista?

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