Falta de reconhecimento paterno é tema de documentário brasileiro

Nós, a grande maioria da população LGBT, sabemos o desafio de não ter pai ou mãe em nossas vidas. Seja pelo não reconhecimento de nossa orientações sexuais ou até mesmo divórcio e problemas mais comuns, o não reconhecimento parental é mais comum do que imaginamos no Brasil, e para todos os gêneros.

São 5,5 milhões de crianças sem o reconhecimento paterno em nosso país. Filhos sem o apoio psicológico necessário para crescer seguro de si, sem o exemplo que deveriam ter e que buscam em terceiros suporte afetivo e financeiro.

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Baseado nesta informação divulgada em 2015 pelo Conselho Nacional de Justiça o documentário “Todos nós 5 milhões” quer retratar o impacto da falta de reconhecimento paterno na vida de crianças e suas mães.Por meio de entrevistas e simulações com atores, o filme mostrará que a ausência do pai acontece em todas as esferas sociais, contando os acontecimentos reais que essas pessoas vivem, quais suas expectativas, dores, dramas e traumas, desmitificando – inclusive – a figura da mãe solo.

“Certas situações podem parecer mais fáceis para uma mãe solo de classe média alta, o que não quer dizer que ela não sofra com as mesmas construções que pesam nos ombros de todas as mulheres. Numa classe mais pobre e na periferia, o recorte se dá a partir da situação de vulnerabilidade econômica e insegurança geográfica”, afirmam os idealizadores do projeto. Entre os estados brasileiros, São Paulo e Rio de Janeiro, concentram o maior número de crianças sem o registro paterno.

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QUAIS OS OBJETIVOS DO FILME

“Um número tão grande como este, 5,5 milhões, não pode passar despercebido e não pode continuar desconhecido. Em um momento onde a legalização e descriminalização do aborto são tão discutidos, por que um pai que não reconhece o próprio filho não está cometendo um crime perante a lei?”, afirma a equipe que está em busca de apoio para a produção do vídeo.

“O objetivo deste documentário é fazer com que todos nós passemos a refletir as diferentes cobranças em cima de pais e mães. E para aqueles que passam ou passaram por situações parecidas com as retratadas no filme saberem que não estão sozinhos”, conclui.

O projeto está no CATARSE pronto para seu apoio. A ideia é muito mais abrangente e vale a pena ser lida nesse link.

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