Pedro Almodóvar não quer ser conhecido como “o diretor gay”, afirma revista

O diretor espanhol Pedro Almodóvar já pode ser considerado um marco do cinema contemporâneo alternativo, ao lado de Woody Allen, David Lynch e até mesmo (o babaca e antissemita) Lars von Trier. As particularidades das obras de cada um mostram não só a originalidade de seus trabalhos como também DNAs que hoje são seguidos por dezenas de novos diretores em busca do seu “lugar ao sol”.

Almodóvar, dono de títulos impressionantes é quase que obrigatório quando o assunto é entrar no universo cult da sétima arte. De “La Ley del Deseo” (“A Lei do Desejo”, de 1987), onde Antonio Banderas interpreta um de seus personagens mais profundos e caóticos aos mais atuais, como “La Piel que Habito”, também protagonizado por Banderas, e o novíssimo “Julieta”, o diretor espanhol abusa de cores e temas explicitamente gays em seus roteiros, e dá aos personagens toda confusão e instabilidade que há em nossas vidas.

Em entrevista à revista Attitude, Almodóvar falou sobre homossexualidade e sua carreira. O aclamado cineasta disse que nunca tentou esconder o fato de ser homossexual, mas admite se incomodar ao ser rotulado de “diretor gay”.

“Quando meus filmes chegaram nos Estados Unidos foi quando começaram a se referirem a mim como ‘Pedro Almodóvar, o cineasta gay’. Essa foi a primeira que aconteceu e tive uma sensação de que estava sendo julgado moralmente”, confessou o diretor, famoso por abordar a temática gay em seus filmes, como Os Amantes Passageiros, Tudo Sobre Minha Mãe, Má Educação, entre outros.

Ainda segundo Almodóvar, os artistas da comunidade LGBT “são mais reconhecidos por sua sexualidade do que por suas conquistas”, e ele considera isso um fato “lamentável”. Será que o diretor está “dando close errado” com a afirmação? Será que alcançaria o mesmo sucesso, caso não explorasse o sexo e a comunidade LGBT em suas películas?

Sobre Julieta, seu último filme

O drama acompanha a vida da personagem titular, interpretada por Adriana Ugarte, desde 1985 até os dias atuais e marcará a volta de Pedro Almodóvar ao “cinema de mulheres”.

Títulos como Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), Tudo Sobre Minha Mãe (1999), Fale com Ela (2002) e Volver (2006) são alguns dos representantes de Almodóvar no gênero.

Em entrevista anterior, Pedro Almodóvar definiu Julieta como “um drama contundente, com uma grande protagonista feminina, que me excita muito”.

Julieta originalmente foi intitulado Silencio, mas o cineasta espanhol decidiu mudar o título para evitar confusão com o novo longa de Martin Scorsese, Silence.

Pensei em Meryl Streep, mas desisti

Sim, Meryl Streep foi dispensada por Almodóvar… mas calma!

Segundo o próprio diretor em entrevista à Variety, o filme estava originalmente planejado para ser sua estreia no cinema internacional (seu primeiro filme falado em inglês), com Streep protagonizando.

Mas o que aconteceu? Acredite ou não, o diretor espanhol teve medo. “No último minuto, eu me senti completamente inseguro”, contou Almodóvar sobre trabalhar com Streep.

O drama Julieta acompanha a vida da personagem titular, interpretada por Adriana Ugarte, desde 1985 até os dias atuais e marca a volta de Pedro Almodóvar ao “cinema de mulheres”.

A estreia de Julieta aconteceu em junho no Brasil já com indicações à Palma de Ouro no Festival de Cannes 2016… diretor gay poderoso não?

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