14 – E finalmente se fez a nossa experiência a três – Parte 2


Chegamos em casa. Alguns cadeados depois (minha sogra e sua obsessão por segurança), entramos no quintal e começamos a tirar as malas do carro. Rafael, bocejando, passava para Rick as sacolas e produtos de limpeza do porta-malas e indicava o melhor lugar para colocá-los. Observei o sono de Rafa e fiquei ainda mais apreensivo.

Não vai ser hoje.

Enquanto eu abria algumas janelas da casa para ventilar, o anfitrião mostrava a sala, a cozinha (“pode pegar o que precisar da geladeira, sem cerimônias”, afirmava), o banheiro do corredor e o quarto… de visitas!
– E esse aqui é o seu quarto. Tem três camas e alguns colchões… minha família é enorme!
Ricardo riu, um riso intimidado e com ares de “entendi o recado”. Estava resolvida nossa noite, e os próximos dois dias. Não vai ser hoje.
Rick logo tirou a camisa e sem rodeios (como tinha sido recomendado) perguntou por uma toalha.
– Acho que trouxe tudo, menos toalha…
Enquanto colocava o galão de água sobre o suporte, acompanhava o movimento dos dois. Tomar banho pode ser sinal de que “nem tudo está perdido”, considerei.
– Consegue pegar ali?
Perguntava apontando para o alto do armário.
– Pega duas, vou tomar uma ducha também…
ISSO! Comemorava na cozinha. “Será que tomariam banho juntos?”, imaginei excitado. “Claro que não”… fui em direção ao quarto desfazendo minhas malas.

Os dois tomaram banho – separados -, e saíram quase ao mesmo tempo… cada um para seu quarto. Rafael, comigo no quarto de casal e Ricardo no “quarto das visitas”. Eu havia participado do final do banho com Rafa, dando uma “garantida” no perfume. Ele, apenas de toalha, caiu na cama dando entender que estava cansado.
– Já vai dormir?
– Você tem alguma sugestão melhor?
Fui para cima dele, beijando e tirando a toalha com os dedos. Rafa, já duro, ameaçou fechar a porta enquanto ainda víamos um movimento no outro quarto.
– Não…
Pedi, meio envergonhado. Rafael olhou para mim espantado e percebi que eu estava criando uma situação embaraçosa, que talvez ele não estivesse afim.
– Só um pouco, então.
Voltou para a cama, onde já estava pelado e de braços abertos. Com um movimento brusco virei Rafael de costas e comecei a beijá-lo. Comecei pelas costas e com movimentos firmes, mas suaves, brincava com sua bunda. Subi nele e comecei a esfregar o pau entre suas pernas, deixando claro o que queria.
– Cof, cof!
Uma tosse seca, fingida, surgiu do corredor e os dois, ainda desconfortáveis (mas incrivelmente acesos) olharam para a pequena fresta da porta, vendo se alguém estava ali. Só vimos o corredor, e nossas fantasias.

Reiniciamos os trabalhos, agora Rafa descia pelo meu corpo, até minha rola, já molhada e esperando por ele. Especialista em chupar, meu namorado ficou lá, me dando prazer por infindáveis minutos e por um momento pude ver movimentos no corredor.
Fiquei em silêncio, queria aproveitar aquela mamada perfeita e bem executada. Sim, Ricardo estava ali, olhando na pequena passagem de luz… fiz questão de levantar a bunda do Rafael, que estava empinada em direção a porta. Aquele cuzinho rosa e lisinho apontando para nosso terceiro, estava vibrando de tesão, parecia um sonho realizado.

14 - FINALMENTE SE FEZ EXPERIENCIA_a

Consegui deixar de lado toda odisséia que nos levou até aquele momento. São Paulo estava há milhares de quilômetros de mim, e eu muito perto da sensação mais gostosa que já tive em toda minha vida.
Tentei me levantar para observar melhor Rick olhando nossa cena, mas acabei assustando ele, que saiu da espreita.
– Merda!
– Te mordi?
– Não… desculpa…
Fiquei preocupado. “Será que tinha invadido demais sua privacidade?”
Que me pensamento imbecil, afinal ele quem estava invadindo a nossa… e isso era bom, era lindo. Será que só queria ser voyeur, e eu estraguei o momento?
Rafael percebeu que tinha algo acontecendo e se deitou do lado, com um ar preocupado e culposo.
– Vou pegar água. Você quer?
– Não…
Me levantei e fui em direção a porta, pelado e ereto. Meu objetivo era enfrentar o corredor daquele jeito.
– Você vai assim lá fora?
Rafael sabia como me botar dúvidas. Voltei e coloquei uma samba canção, deixando o pau, em pé, destacado. Fechei os olhos e fui para a cozinha, sem olhar para o quarto que estava Rick. Nem conseguiria enxergar, as luzes estavam apagadas.
– Será que ainda estou brisando?
Encarei a escuridão do quarto na esperança de algum movimento. Nada. Nem uma tossida, um sinal de “estou aqui, quero ir até vocês”, nada.

Não vai ser hoje.

Aqueles noventa segundos para mudar de ideia

Será que aquela experiência faria mal para mim, pro Rafa? Pro nosso relacionamento?

Sei lá, foram tantos namoros e “ficadas” que no fim das contas acabaram em chifres, em mentira… achei que o mais sincero seria ter aquilo com quem amava. Mas, será que amava ele de verdade? Será que era falta de algo que me levou àquilo, ou fazia parte de ser quem era? Eu precisava mesmo viver aquilo, era aquele o momento?
Será que, na verdade, tudo aquilo era falta de coragem de dizer que não estava mais interessado em nós dois? Impossível, tínhamos uma relação incrível… claro, não era perfeita, e qual relacionamento é? Tínhamos cumplicidade, respeito… gostávamos de nos divertir juntos, e até paquerávamos juntos. Por que não? Por que sim?
– Foda-se.
– João, tá tudo bem?
Rafa apareceu na porta, perguntando por mim.
– Está. Eu já volto.
No enorme quintal da casa sentei na grama e tirei a ponta do meu baseado dentro da capa do meu celular. “As pontas são sempre as que devem ser melhor apreciadas”, falei em voz alta, relembrando meu primeiro trago de maconha com o Diego – um dos meus primeiros rolinhos, aos dezessete anos. Fuçando minhas músicas encontrei uma playlist que há um tempo alimentava, chamada “3SOME“. Dei risada, engasgando com a fumaça, recordando quantas vezes imaginei meu sexo a três.
– Doze ou treze vezes.
Algumas clássicas, sacanas, com cara de Gainsbourg, outras próprias para o momento especial. Fui de “Triad”, dos doidões do “Jefferson Airplane”, que falava algo mais ou menos assim:

“Você quer saber como seria… eu e ele ou eu e você
Vocês dois aqui, com seus longos cabelos, fluindo…
Seus olhos vivos, suas mentes que continuam crescendo
Dizendo para mim ‘o que podemos fazer agora já que nós dois amamos você’
Eu amo você também… eu realmente não vejo
Porque nós três não podemos ficar juntos”

Why can’t we go on as three…?

Dei a última tragada e segui para o quarto. Nunca fui do tipo de “aditivos”, mas estava apavorado, precisava de um mínimo de coragem. Aquele momento dependia de mim.
Voltei para o quarto, coloquei a música novamente e Rafael, tentando entender o que havia acontecido, apenas sorriu e abriu os braços para mim.
Pedi que continuasse deitado e era minha vez de chupar seu pau. Comecei por sua cabeça rosa, brilhante e aos poucos desci pelo restante, deixando encharcado de saliva e sabor. Rafa virou-se, vindo em minha direção e assim, em posição de meia nove nos provamos como se fosse nossa primeira vez juntos. Aquela quantidade de amor respondia minhas dúvidas, e a música seguia ilustrando nosso momento.

“Você tem medo, e tem vergonha também
Ninguém havia dito isso para você
O fantasma da sua mãe permanece em seu ombro
Parece com gelo mas um pouco mais frio
Dizendo para você ‘você não pode fazer isso’,”

A porta estava quase totalmente aberta, e sem sinal do Ricardo. Praticávamos nosso melhor boquete sob a luz do corredor, sem nosso expectador. Rafael para por um instante, me chama para perto dele e decide todo o momento:
– Isso não é pornô, João… quer chamar o menino para vir aqui?

“Isso quebra todas as regras que você aprendeu na escola
Eu realmente não vejo
Porque nós três não podemos ficar juntos
Nós nos amamos e é fácil de se ver
Eu amo você também… eu realmente não vejo
Porque nós três não podemos ficar juntos”

Tremendo, extasiado e pronto para aquilo, levantei da cama e fui até a porta do quarto de visitas. Mais próximo da escuridão do ambiente pude ver a sombra do Ricardo, sentado na cama olhando em direção a porta.
– Rick, quer vir aqui, com a gente?
– Quero…

Ele se levantou, segurou minha mão e fomos juntos, os dois, como um casal apaixonado, para o quarto de casal. No começo só eu e Rafa nos beijávamos, enquanto Ricardo observava, também tremendo de medo e apreensão. Parecia a primeira vez de todos, e realmente era. Aquele momento, para mim, representava mais do que uma simples sacanagem, uma orgia ou “sem-vergonhice”… para mim, compartilhar aquele momento com a pessoa que amava, e com o cara que considerava especial, e ideal para nós dois, era um divisor de águas… estava quebrando décadas de tabus, de questionamentos, de normas impostas por sei lá quem, nem em que século, e me permitindo amar da minha maneira.

14 - FINALMENTE SE FEZ EXPERIENCIA_b

Ricardo deitou do nosso lado e observava tudo, sem piscar. Tocava minha bunda, nossas rolas, era delicado e parecia entender o quanto aquilo tudo representava para todos nós. Por ora envergonhado, sem acreditar, por ora valente, mordiscando o pescoço do Rafa e olhando para o fundo dos meus olhos, deixando que nossos paus se encontrassem, assim como nossas bocas.
Aos poucos os movimentos se tornaram ordenados, homogêneos, encontrados. Rafael virou-se para nosso convidado e beijou seu rosto, sua boca, acariciou seus lábios com a língua e empinou a bunda para mim, me convidando para entrar. Não pensei duas vezes, lambuzei meu pinto com nossas salivas e tentei penetrá-lo com calma, sem estragar o momento dos dois.

Nesse momento, mais a vontade, Ricardo nos surpreende, tirando a cueca e mostrando-se completamente melado e com vontade. Seu pau curvo e rijo ganhava espaço entre nós, iniciando uma deliciosa punheta enquanto observava minha tentativa de penetrar o Rafael.
– Quer ver ele me comendo?
– Quero… muito.
Ao ouvir a resposta Rafa coloca até o talo minha rola dentro de si, fazendo pequenos movimentos, rebolando e pedindo que Ricardo o beijasse. Por muitos minutos apenas olhei para os dois e me senti livre, feliz. Ricardo ficou em pé e nos deu de mamar, pedindo que fodesse mais forte e chupasse seu pau que mal cabia em minha boca. Pela primeira vez compartilhei uma pica com meu namorado, situação que repetiria por tantas vezes quanto nossa liberdade juntos.
– Quero te comer Johnny…

Olhei para ele, sua vara enorme e envergada e respirei fundo, enquanto me mantinha quente e confortável dentro do Rafa. Há alguns meses não dava e logo assim, de primeira, estar no meio me deixava realmente inseguro. Continuei o movimento, agora mais brusco, sobre meu passivo que gemia alto e batia com o pau de Rick em sua cara. Parecíamos os maiores profissionais em experiência a três naquele lugar, e só nós três bastava… por um instante olhei para o relógio e observei que transávamos há quase duas horas.
– Com carinho, ok?

Repeti aquele que seria meu mantra pelos próximos anos (e até ensinamos um gringo a falar). Ricardo pegou a camisinha sobre o criado mudo e desenrolou em seu pau após tirar quase que a força das mãos e boca de Rafa.

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