Asssassino da boate gay de Orlando frequentava a casa e usava Grindr, afirma jornal

Omar Matten, o americano que matou 49 pessoas na boate gay Pulse, em Orlando (EUA), no fim de semana, era um frequentador regular do estabelecimento. A afirmação foi feita por clientes ao jornal “Orlando Sentinel”, segundo a agência “France Presse”.

O americano Ty Smith afirmou, em entrevista ao jornal, que viu o assassino, de 29 anos, na boate Pulse diversas vezes.

“Às vezes, ele sentava em um canto para beber sozinho. Outras vezes ficava tão bêbado que era barulhento e ofensivo”, disse Smith. Ele contou ainda que Mateen era fechado.
“Não falávamos muito com ele, mas lembro de ter ouvido, às vezes, dizer coisas sobre seu pai. Ele disse que tinha esposa e um filho”, completou.

Kevin West, outro frequentador regular da Pulse, disse ao jornal “Los Angeles Times” que trocou mensagens com Mateen em um aplicativo voltado para o público gay por pelo menos um ano.

Outros clientes da casa noturna afirmaram à imprensa que Mateen havia utilizado aplicativos como o Grindr, que é voltado para gays, bissexuais e curiosos. No Grindr, o usuário pode combinar encontros ou fazer amigos.

A ex-esposa confirma os fatos: ele levava uma vida dupla

A ex-esposa de Omar Matten, o assassino da boate que matou 49 pessoas, afirma que ele era gay e levava uma vida dupla. Ele frequentava a discoteca desde 2013 e era conhecido de drag queens que trabalhavam no local. Um ex-colega de escola afirma que Matten já o teria chamado para um encontro. Por fim, o atirador também usava os aplicativos Grindr e Jack’d para conversar com outros homens. As informações são do Daily Mail.

Mateen e Sitora Yusufiy, de 27 anos, se conheceram em 2009 e se casaram pouco tempo depois. “Quando nos casamos, ele confessou sobre seu passado e disse que gostava muito de frequentar boates e aproveitar a vida noturna”, disse Sitora ao Daily News. “Sinto que isso era uma parte da vida dele que ele não queria que outras pessoas descobrissem”, afirmou. O casal se separou em 2011, depois que Matten se tornou violento contra a então esposa.

Jornalista abandona programa após discussão sobre o atentado

Owen Jones, jornalista do “The Guardian” e gay assumido, abandonou o programa da Sky News ao vivo, na qual foi convidado para comentar o atentado. Após o anfitrião, Mark Longhurst, e a outra convidada, Julia Hartley-Brewer, se terem recusado a reconhecer que o massacre em Orlando, Flórida, foi “um ataque intencional à comunidade LGBT”.

Na conversa de grupo, Jones foi descrevendo o ato de terrorismo como um “crime homofóbico”, enquanto o apresentador e a sua colega de programa insistiam que se tratou de um crime contra a humanidade. “É uma das maiores atrocidades cometidas contra a comunidade LGBT no mundo ocidental e tem que ser tratada como tal”, alertou, inicialmente, Owen. Longhurst respondeu, frisando que o ataque foi dirigido a “seres humanos, que apenas estavam a divertir-se, independentemente da sua sexualidade”. Hartley-Brewer interveio ainda, dizendo que o assassino poderia atacá-la, apenas por ser uma “mulher brusca”.

Após alguns minutos de discussão, o profissional do “The Guardian” perdeu a paciência. “Para mim deu”, disse, agitado. Tirou o microfone e abandonou o estúdio. Pouco depois, usou o Twitter para lamentar a situação: “Ontem à noite, na Sky News, percebi o quão longe algumas pessoas estão dispostas a ir para ignorar a homofobia”, escreveu.

A comentadora, que recebeu várias reações ofensivas na mesma rede social, já se defendeu. “Não aceito que me digam o que posso e o que não posso dizer, porque não vivo num Estado Islâmico”, escreveu Julia, numa coluna do “Telegraph”.

Até ontem, segundo o “The Independent”, a entidade reguladora para a comunicação social no Reino Unido – OfCom – já tinha recebido cerca de 60 queixas sobre do programa, sobretudo em relação à postura “desrespeitadora” de Mark.

A Sky News prontificou-se a fazer um pedido de desculpas a Jones, algo que Julia Hartley-Brewer também criticou. “Owen Jones não merece um pedido de desculpas e não vai, certamente, receber um da minha parte. Se ele quer continuar a viver num mundo onde as pessoas só podem dizer o que está aprovado na lista oficial de banalidades, então talvez tenham mais em comum com o Estado Islâmico do que ele pensa”, escreveu ainda.

O próprio jornalista, numa coluna publicada esta segunda-feira no “The Guardian”, explicou as razões que o levaram a abandonar o programa ao vivo. Argumentou ainda que se um terrorista cometesse o mesmo crime numa sinagoga, o ato seria indiscutivelmente antissemita, e criticou, novamente, Mark Longhurst. “Ele não só se recusou a aceitar este ataque à comunidade LGBT, como foi ficando cada vez mais nervoso pelo fato de eu – um homem gay – contradizê-lo”, concluiu.

Post anterior Próximo post

Nenhum comentário

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.