Igreja evangélica realizará primeiro casamento gay esse ano

Infelizmente essa notícia não é no Brasil, mas poderia ser. Quando discutimos direitos, por mais que muitos questionem a legitimidade da igreja, é parte da luta por igualdade poder escolher se casar e sob quais votos. Quer você acredite ou não no cristianismo e qualquer outra fé, muitos gays gostariam de ser acolhidos por suas comunidades religiosas, preceitos que a grande maioria possui desde a infância.

A Evangelische Landeskirche Berlin-Brandenburg, igreja evangélica no leste da Alemanha, realizará a partir de julho casamento entre pessoas do mesmo sexo. O conselho religioso, reunido na última semana na capital alemã, trouxe a público a decisão nesse final de semana, aprovando o casamento gay dentro de suas igrejas protestantes. Foram mais de cem sacerdotes, que debateram e votaram o tema, com 91 votos a favor e 10 votos contra.

Na Alemanha a prática não é novidade. Enquanto no Brasil ainda sonhamos com a possibilidade de professar nossa fé sem esconder quem somos, por lá igrejas, na maioria protestantes, permitem não só o casamento gay mas também apoiam a adoção por casais homoafetivos.

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A igreja alemã evangelische Landeskirche Berlin-Brandenburg é uma das vertentes protestantes mais tradicionais do país.

“A igreja evangélica de Berlim, Brandemburgo e Oberlausitz, é a terceira igreja protestante regional na Alemanha a permitir o casamento homossexual, e gostaríamos de expandir a decisão pelo continente”, afirma em nota a instituição ao tradicional Der Tagesspiegel.

Há 14 anos a igreja, que tem mais de um milhão de fiéis, oferecia um ofício religioso para abençoar uniões de parceiros do mesmo sexo, mas não tinha a legitimidade do casamento. O documento dava direito a uma cerimônia com troca de alianças dentro de seus templos, mas sem os honras religiosas pastorais.

De acordo com o Correio 24 Horas, “durante um período de transição de aproximadamente cinco anos, os pastores poderão se recusar a oficializar casamentos homossexuais por motivos de consciência”.

Eu ouvi um “amém” aqui!?

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