Itália valida, pela primeira vez, a adoção de filhos por casal gay

A justiça italiana finalmente dá um passo ao encontro dos direitos humanos. O país validou, pela primeira vez, a adoção de uma criança pelo companheiro de seu pai biológico.

Após as movimentações no senado do último mês, que aprovou o projeto que legaliza a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a vez agora é de derrubar a proibição de que homossexuais pudessem registrar os filhos de seus parceiros.

Tomada pelo tribunal de menores de Roma (claramente tomado por políticos católicos), a decisão positiva para a adoção é tida como exceção e diz respeito a um menino de seis anos nascido no Canadá por meio de “barriga de aluguel”.

Desde 2014, o tribunal romano aceitou pelo menos quinze adoções por parte da parceira da mãe biológica, com base na legislação em vigor em matéria de adoção – que favorece o interesse da criança por ter uma “continuidade emocional”. Para o jornal italiano La Repubblica a “decisão torna outros casos mais fáceis de serem aceitos pela justiça, e os partidos estão se unindo para a aprovação, afinal trata-se de um número grande de eleitores interessados no assunto”, afirma o veículo, deixando claro que trata-se de manobras políticas que, independente do interesse, é um sinal verde para a comunidade LGBTS.

Para a associação Famiglie Arcobaleno (Famílias arco-íris), o anúncio da adoção de filhos por casal gay de segunda-feira é “uma decisão histórica e deve ser comemorada”. A mídia italiana também apoia os direitos homoafetivos trazendo para o grande público cenas memoráveis como o casal gay que emocionou os jurados com sua dança.

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