três de paus contos eróticos gays

18 – Ele é só um homem que sabe demais

– E fim. Que seu telefone está tocando, João… aliás, me dá isso aqui.

Rafa tira de perto de João e Ricardo o telefone que vibra pela terceira vez.
– Rafael, me dá o telefone.
– Está esperando alguma ligação, espertinho?
– Sim!
– Em pleno final de semana de descanso?
– Ele tem razão, Johnny… estamos aqui para relaxar. Estou incumbido dessa missão, inclusive.

Ricardo se levanta, faz uma rápida massagem nas costas de Rafael que coloca os celulares sobre a mesa do quiosque. João se perde olhando para o mar enquanto Ricardo volta para a toalha estirada no chão e acende um baseado.
– Me fale sobre a sua família…

Aquela frase leva João para dentro de sua memória. Revivendo alguns pensamentos que talvez devessem continuar ali, esquecidos.

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17 – Memórias, troca trocas e ensaios da minha infância

Naquela tarde, segundo minha mãe (que só nos dias de hoje, mais de 20 anos depois, fala sobre o assunto), um “estalo” a acordou para uma possível realidade: meu filho é gay?

– Ele… ele e o Samuel estão muito próximos…
– Muito próximos?
– Sim, do tipo, muito amigos…
– Mas isso é bom para os meninos, não?
– Carmem, o João está obcecado pelo meu filho… e isso tem que parar!
Por um instante aquela frase não fazia sentido para as duas mães e Solange desistiu de aprofundar sua teoria desconversando, reclamando de sua rotina, da dificuldade de ser mãe solteira e os desafios que um filho único representava naquele momento. Voltei para casa, Dona Solange para seu consultório e minha mãe para seus pensamentos.

Wesley me incomodava de uma forma estranha e original. O mais novo de três filhos homens, Wesley tinha a malícia púbere de um garoto criado na rua, e aplicava seus conhecimentos básicos de reprodução humana com outros vizinhos, sem muita cerimônia. Leia Mais

16 – O garoto estranho da rua de baixo


O final de semana a três foi, para mim, uma terapia. Desde meu último trabalho, antes mesmo do Jornal, não conseguia me desligar das responsabilidades e férias ou pequenos feriados, há mais de um ano não faziam parte de meu calendário pessoal.
Sim, sou um pouco workahólico, confesso – bastante workahólico, na verdade -, mas por trás de toda essa preocupação e algumas noites em claro existe um pequeno prazer no trabalho… em fazer algo, de alguma forma, que seja relevante. Quem não quer fazer a diferença algum dia?
No ambiente de trabalho ou na vida pessoal, sempre acreditei que conseguiria deixar minha modesta marca, ou o meu “pequeno verão” (relacionando com a tal máxima de que “uma andorinha só não faz verão”) por aí.

– E sua infância, como foi Rafa?
Perguntou Ricardo, se enchafurdando na areia molhada da praia de Guaecá. Como uma criança de seis ou sete anos, Rick cobria as pernas enquanto ouvia nossas histórias, curioso e ainda mais à vontade. As duas últimas noites juntos foi além da expressão carnal que o sexo a três representa. Estávamos realmente ligados, como bons amigos, amantes, e isso era instigante e soava estranhamente natural.
– Foi ótima, tranquila… sem pressão. Minha mãe sempre foi presente, meu pai nem tanto. Meu irmão é pouco tempo mais novo que eu mas não somos tão próximos, porém nos últimos tempos, com a chegada do João, a coisa mudou bastante.
– O cunhadinho querido?
Demos risada. Ricardo era charmoso e divertido, mesmo com metade do corpo enterrado.
– O Rafael está exagerando… mas acho que sou legal sim. Deve ser a falta da minha família, eu acho…
– E o seu primeiro amor?

O meu primeiro amor cara… foi quase caso de judô e polícia! Leia Mais

15 – Todos os primeiros orgasmos que já tive


Nessa hora, confesso, aquela erva que havia fumado no quintal bateu, e foi forte. Clara sempre foi a melhor quando o assunto era ter os melhores contatos e um beck de qualidade.
Só conseguia ouvir alguns uivos de cachorros vizinhos e os gemidos longos, cheio de jeito, do Rafa.

Ao meu lado ele assistia minha submissão quase que espontânea de tamanha brisa que estava. Ricardo, com as mãos na bunda do meu namorado massageando seu cu com carinho e firmeza, ainda podia sentir que seu rabo estava quentinho e com meu formato. Eu, de pau duro e babado, com a bunda empinada aguardando a vara grande e torta de Ricardo, só observava… viajava, não mais ansioso, mas entregue e desprendido, naquele momento tão esperado que era nossa primeira vez transando a três.
– Está tudo bem?
Perguntou Rafael, desconfiado do meu silêncio e procurando com as mãos minha pica, espremida contra a cama.
– Estou ótimo…

Balbuciei sem entender sua pergunta. Naquela hora, ingênuo e entregue me lembrava dos “pegas” da minha juventude. Verônica foi uma das minhas primeiras companheiras de bebida e maconha, tinha a sublime habilidade de me inspirar na alegria e na tristeza… foi ao lado dela que escrevi meus primeiros textos, cartas, poemas… Leia Mais

14 – E finalmente se fez a nossa experiência a três – Parte 2


Chegamos em casa. Alguns cadeados depois (minha sogra e sua obsessão por segurança), entramos no quintal e começamos a tirar as malas do carro. Rafael, bocejando, passava para Rick as sacolas e produtos de limpeza do porta-malas e indicava o melhor lugar para colocá-los. Observei o sono de Rafa e fiquei ainda mais apreensivo.

Não vai ser hoje.

Enquanto eu abria algumas janelas da casa para ventilar, o anfitrião mostrava a sala, a cozinha (“pode pegar o que precisar da geladeira, sem cerimônias”, afirmava), o banheiro do corredor e o quarto… de visitas!
– E esse aqui é o seu quarto. Tem três camas e alguns colchões… minha família é enorme!
Ricardo riu, um riso intimidado e com ares de “entendi o recado”. Estava resolvida nossa noite, e os próximos dois dias. Não vai ser hoje.
Rick logo tirou a camisa e sem rodeios (como tinha sido recomendado) perguntou por uma toalha.
– Acho que trouxe tudo, menos toalha…
Enquanto colocava o galão de água sobre o suporte, acompanhava o movimento dos dois. Tomar banho pode ser sinal de que “nem tudo está perdido”, considerei.
– Consegue pegar ali?
Perguntava apontando para o alto do armário.
– Pega duas, vou tomar uma ducha também…
ISSO! Comemorava na cozinha. “Será que tomariam banho juntos?”, imaginei excitado. “Claro que não”… fui em direção ao quarto desfazendo minhas malas.

Os dois tomaram banho – separados -, e saíram quase ao mesmo tempo… cada um para seu quarto. Rafael, comigo no quarto de casal e Ricardo no “quarto das visitas”. Eu havia participado do final do banho com Rafa, dando uma “garantida” no perfume. Ele, apenas de toalha, caiu na cama dando entender que estava cansado.
– Já vai dormir? Leia Mais